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Analfabetismo: Analfabeto Funcional

O Criança Genial estará participando da blogagem coletiva que se dará em 18/04/2008 com o tema ANALFABETISMO. Iniciarei minha participação com o o tema Analfabetismo Funcional - que é o alfabetizado analfabeto...isso mesmo. Vejamos a definição pela Wikipédia:


Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que mesmo tendo aprendido a decodificar minimamente a escrita, geralmente frases curtas, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos.

Analfabeto funcional pode ser definido também como o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos.

Segundo dados recentes (Instituto Paulo Montenegro), no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 75% da população, ou seja, somente 25% da população é alfabetizada plenamente. Isso se deve à baixa qualidade dos sistemas de ensino (tanto público, quanto privado), ao baixo salário dos professores, à falta de infra-estrutura das instituições de ensino e à falta do hábito da leitura do brasileiro, ou até mesmo a falta de vontade do mesmo.
Em alguns países desenvolvidos esse índice é inferior a 10% (Suécia, por exemplo).

CG: " -Bom..precisa falar mais??...Quer dizer que, se temos apenas 25% de uma população plenamente alfabetizada..somos então pura e simplesmente uma nação de analfabetos?? Que quadro lastimável!! " Mas continuemos o assunto!! Vamos falar mais sim...
Vejam esse artigo:
09/09/2005 - Brasil tem 75% de analfabetos funcionais, diz Ibope

Apenas 25% da população brasileira entre 15 e 64 consegue ler e escrever plenamente. Os outros 75% apresentam muita dificuldade ou nenhuma habilidade na leitura e na escrita. É o que atesta a terceira pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) no Brasil sobre analfabetismo funcional e absoluto. Entre os dois mil entrevistados, 68% são analfabetos funcionais, isto é, apresentam dificuldade em interpretar textos e não têm muita habilidade na escrita. Uma pequena melhora foi notada entre o grupo do nível dois de alfabetismo, formado por pessoas capazes de ler textos curtos e localizar algumas informações. O aumento de 34% para 38% reflete uma melhora no ensino fundamental no Brasil. A prova aplicada pelo Instituto nos pesquisados tinha 20 perguntas sobre família, estudo e hábitos de leitura e escrita. Os outros níveis de ensino da leitura e escrita abordados pelo Ibope mantiveram os índices da última pesquisa, realizada em 2001 pelo Instituto. O nível rudimentar, em que a pessoa consegue ler títulos e frases isoladas, manteve os 30%. Já o nível pleno continua com os mesmos 26%.
Fonte: Ig Educação

Quais os níveis de alfabetismo funcional em relação às habilidades de leitura e escrita?
Fonte Inaf (indicador do alfabetismo funcional)

· Analfabeto - não consegue realizar tarefas simples que envolvem decodificação de palavras e frases;
· Nível 1 - Alfabetismo nível rudimentar: corresponde à capacidade de localizar informações explícitas em textos muito curtos, cuja configuração auxilia o reconhecimento do conteúdo solicitado. Por exemplo, identificar o título de uma revista ou, em um anúncio, localizar a data em que se inicia uma campanha de vacinação ou a idade a partir da qual a vacina pode ser tomada;
· Nível 2 - Alfabetismo nível básico: corresponde à capacidade de localizar informações em textos curtos (por exemplo, em uma carta reclamando de um defeito em uma geladeira comprada, identificar o defeito apresentado; localizar informações em textos de extensão média); e
· Nível 3 - Alfabetismo nível pleno: corresponde à capacidade de ler textos longos, orientando-se por subtítulos, localizando mais de uma informação, de acordo com condições estabelecidas, relacionando partes de um texto, comparando dois textos, realizando inferências e sínteses.

Vejam esse artigo que encontrei e achei importante postá-lo:

Analfabetos Alfabetizados
Por CT 05/09/2003 às 12:22

O texto abaixo, escrito pela Vanessa Stella, expõe a situação crítica em que se encontra a nossa educação. Particularmente, acredito que as pessoas não sabem ler porque não gostam de pensar.

Assim, despertar o amor pela cultura e pelo conhecimento pode incentivar as pessoas a desenvolverem seus intelectos, o que melhoraria esse panorama. Infelizmente, para os FABRICANTES DE MISÉRIA é interessante manter a população na ignorância. Dessa forma, elimina-se o senso crítico da sociedade e abre-se o espaço para o domínio da desonestidade intelectual: a mídia mascarada e tendenciosa mente sem pudor e nas universidades os fatos históricos são distorcidos descaradamente, tudo em prol da sustentação de ideologias caducas que precisam manter multidões na indigência para a sua sobrevivência.

Analfabetos Alfabetizados

Andei vasculhando a gramática, fico feliz ao ver o quanto ela é flexível, principalmente em relação à minha maior dificuldade: a pontuação. "Não é possível traçar normas rigorosas sobre o emprego dos sinais de pontuação", é o que ela diz, apesar de eu nunca ter conseguido convencer disto os meus professores. Ultimamente tenho tido o cuidado de abusar um pouco mais do ponto final (de vez em quando abuso demais), tenho uma forte tendência a criar períodos muito longos, cheios de vírgulas e isso incomoda muito a quem não sabe ler. A pessoa precisa de uma pausa para que seu cérebro consiga decodificar a frase que acabou de ler porque ele simplesmente não sabe trabalhar em conjunto com os olhos. Ou um ou outro. Os dois de uma vez pode dar curto. É triste, pode até parecer brincadeira, mas é assim que funciona. A maior parte da população brasileira não sabe ler. Essas pessoas são até alfabetizadas, lêem qualquer texto em voz alta, livros extensos, mas não sabem entender. Decoram qualquer coisa com relativa facilidade, mas não conseguem pensar. Não são capazes de interpretar um texto feito gente, enfim, não sabem ler. Muitas pessoas lêem textos simples e não conseguem compreendê-los além da superfície do código. É uma pena, porque esses analfabetos alfabetizados perdem e alguns nem se dão conta dessa situação, aliás, quase todos nem percebem. O pior é que isso acontece em qualquer nível. A criatura pode ter feito doutorado, pós-doutorado, ter só o primeiro grau incompleto, pode ser um médico, um jornalista, um professor universitário, um faxineiro... já encontrei gente que nem tem a quarta série mas sabe ler e professores universitários graduadíssimos que não compreendem uma linha debaixo de seus narizes. A escola é errada, os professores são errados, os alunos são errados, os métodos de avaliação são errados, o ensino está todo errado...a gramática está certa, mas os exercícios também estão todos errados. É difícil saber exatamente quem é o culpado desta situação, como isto começou e qual a solução (se é que existe) para consertar. Parece óbvio que é necessário haver uma reforma no ensino da Língua Portuguesa desde o jardim de infância, mas isso atingiria apenas as crianças que estão nascendo hoje ou os meus filhos, que nem pensando em nascer estão. Mas o que fazer com essa horda de analfabetos alfabetizados por aí?
Primeiro eles deveriam descobrir que não sabem ler, depois teriam que se redescobrir e aprender a pensar por conta própria. Já vi professores tentando "ensinar" os alunos a aprender a pensar por conta própria. Esses profissionais têm até boa intenção, mas isso é impossível, é sugestionamento, indução, é reprogramar o pensamento repetido até que a criatura realmente acredite que, por estar pensando diferente de antes e questionando tudo o que vê pela frente, aprendeu a pensar sozinha. Não dá. Trabalhoso demais. Não consigo pensar agora em nenhuma saída que me pareça verossímil e não-utópica. Algo realmente aplicável, que talvez nem exista...mas meu problema (que não é problema) é que eu não me conformo com desgraça, algo tem que ser feito, só não me pergunte o quê. Talvez o principal já esteja acontecendo: pessoas abrindo os olhos para essa triste realidade, afinal, pensar, questionar, abrir a discussão pode não resolver nada, mas já é um bom começo.

* Vanessa Stella é acadêmica do terceiro semestre de Jornalismo.



CG: Inicialmente, fez se um resumo - justificando o porque desse quadro de analfabetismo - o que acredito ser verdadeiro : baixa qualidade do sistema de ensino, tanto público como privado, falta de infra-estrutura, salários baixos dos professores etc...etc..o que leva a "n" caminhos e, com certeza, temos gente firme no propósito de levantar essas questões uma a uma , com o objetivo de propor idéias e soluções no sentido de melhorar esse quadro lastimável.Mas então, o que falta para dar certo? Penso que é falta de vontade...falta de interesse daqueles que podem fazer acontecer. É aquele dito.."Para que melhorar se pode piorar"!! Será que não é como sugeriu no início da apresentação do artigo da Vanessa Stella, referindo-se aos Fabricantes de Misérias: manter a ignorância para manter o poder?? Não seria aquele famoso - ao povo "Pão e Circo"(comida e diversão) ?? Mas que tomem cuidado, pois não se consegue perpetuar uma condição de se manter uma situação de ignorância por muito tempo e não se tampa o Sol com uma peneira. É uma tarefa árdua a de querer mudar o quadro atual mas não difícil e nem impossível. Tudo depende de nós e de nossa vontade. Temos que cobrar...Temos que exigir.

É para pensar..

Se eu penso, é porque existo(imitando René Descartes) e existo para alguma finalidade!

"Penso, logo não preciso aceitar tudo que me é posto e imposto , podendo me opor e escolher: então logo existo.

Como sugeriu no final a Vanessa Stella- já estamos questionando, o que pode-se dizer que é um bom começo. Nossa blogagem está aí para mostrar que não estamos somente a base de Pão e Circo. Somos um povo consciente feito de gente inteligente. Basta querer e ter boa vontade. Queremos é um Brasil Alfabetizado.
Para finalizar publico aqui uma frase de Otaviano de Fiori:

“Se quisermos transformar o Brasil em um País de letrados, temos que começar pela infância.”

2 comentários :

Georgia disse...

Oi Wilian, vim te agradecer a forca que você está dando a blogagem coletiva sobre este assunto.

Vou continuar lendo o seu texto que está excelente.

Valeu.

Georgia disse...

Aqui na Alemanha somente 4% sao analfabetos.

"Nossa blogagem" ficou ótimo, já que tudo partiu lá da Saia Justa e do Pensiere e Parole.

Abracos

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