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Obediência

Até que ponto é normal que um filho desobedeça?

por Teresa Artola González


A falta de obediência é um problema que se apresenta com frequência na infância e tende a desaparecer com a idade.
Na criança pequena, a desobediência é frequentemente uma forma de colocar a prova a autoridade de seus pais. Uma das primeiras palavras que o bebê aprende é "NÃO". Para autoafirmar-se.
Entre os 3 e os 5 anos, a criança entra no período sensitivo da obediência. É o momento de ensinar seu filho a obedecer. Deve ensinar-lhe a fazê-lo de forma inteligente e com liberdade, não por medo a um castigo. Para isso deverá exigir a seu filho combinando a exigência com o argumento do qual se exige a acostumar-lhe a seguir algumas normas.
Por volta dos 9 ou 10 anos, tanto nos meninos como nas meninas, costumam aparecer uma segunda fase de rebeldia. Isso se deve em grande parte a que nesta idade nasce seu espírito crítico. Este espírito crítico alcança aos pais, os quais até então tinha idealizados. A criança começa a ver seus pais com olhos críticos e a analisar suas falhas e defeitos. Os pais caem do pedestal e a criança começa a questionar sua autoridade.
Portanto, ainda que as condutas desobedientes sejam habituais na infância, há alguns casos em que poderíamos considerar que excedem os limites da normalidade, tanto por sua excessiva frequência como pela agressividade das condutas exibidas.
Neste sentido, algumas crianças padecem o que se conhece no âmbito da psicologia como "Transtornos de oposição desafiante". Este transtorno costuma começa em torno dos 8 anos; é mais frequente nos meninos que nas meninas, dentro do lar que fora dele.
Poderíamos suspeitar da presença deste transtorno quando a criança:
Frequentemente se encoleriza.
Discute com os adultos.
Desafia ativamente ou recusa as petições e normas dos adultos.
Faz deliberadamente coisas que incomodam aos demais.
Acusa ou reprova aos demais seus próprios erros..
É muito susceptível e se incomoda facilmente.
Freqüentemente se mostra colérico e ressentido.
É rancoroso e reivindicativo.
Se seu filho apresenta com frequência mais de quatro das conduta que descrevemos e comporta-se deste modo duramente mais de seis meses convém que recorra a um especialista que lhe ajude a superar este problema.


Fonte: portal da família

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TERESA ARTOLA GONZÁLEZ é doutora em Psicologia pela Universidade Complutense de Madri e Master em Educação Familiar pelo E.I.E.S (Educational Institute of Educational Sciences). Desenvolve um amplo trabalho de pesquisa e docente no campo da Psicologia Infantil e é professora da Escola Universitária Europea da Educação de Fomento de centros de Ensino. É autora de diversas publicações em sua maior parte dedicadas aos problemas de aprendizagem, sua avaliação e tratamento.

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