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Infertilidade : SOP - Síndrome Ovários Policísticos

Ovários policísticos são alterações muito comuns que ocorrem nas mulheres (cerca de uma em cada cinco mulheres). Esses ovários contêm pequenos cistos bem visíveis ao exame de ultra-som que podem secretar hormônios ou simplesmente estarem inativos. A síndrome de Ovários Policísticos (SOP), é um distúrbio que se inicia na puberdade e é progressiva.

Manifesta-se de diversas formas, como por exemplo, irregularidade menstrual, anovulação (ausência de ovulação), infertilidade, acne, amenorréia (ausência de menstruação por mais de três ciclos ou seis meses), hirsutismo (aparecimentos de pêlos mais grossos em locais como o tórax, queixo, entre o nariz e o lábio superior, o abdome inferior e as coxas). O aumento dos ovários ocorre somente nos casos mais avançados. Dosagens sanguíneas podem revelar alterações dos níveis hormonais características dos ovários policísticos, mas esses níveis variam consideravelmente de uma mulher para outra.

A causa da síndrome dos ovários policísticos ainda não está estabelecida. Acredita-se que envolva uma incapacidade dos ovários de produzir hormônios nas proporções corretas. A glândula pituitária sente que o ovário não está trabalhando adequadamente e, por sua vez, libera quantidades anormais de LH e FSH.

A SOP se não tratada, pode ter progressão até a menopausa, quando devido à falência ovariana, cessa a produção de estrógenos. Mais importante ainda é a exposição do endométrio (revestimento interno uterino), podendo propiciar o aparecimento de câncer, cujo risco é três vezes maior em mulheres com SOP. Além disso, há estudos sugerindo que a anovulação crônica durante a idade fértil, está relacionada com maior risco de câncer de mama após a menopausa.

O tratamento da SOP depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que a mesma pretende. Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com um tratamento a base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas como, aparecimento de espinhas, irregularidades menstruais, cólicas, etc. Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. As de baixa dosagem têm sido as mais prescritas pelos ginecologistas. Existem pílulas que tem um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.

Caso você apresente algumas dessas manifestações, procure um médico ginecologista e faça o tratamento correto.

Fonte: www.acontececg.com.br

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