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E se as primeiras palavras do bebê não vem?

Quando o bebê balbucia as primeiras palavras, é uma festa em família. Mas o que fazer quando isso demora a acontecer ou quando a criança troca as letras, gagueja ou não consegue pronunciar algum som?

CONHEÇA OS TRANSTORNOS DISARTRIA

Distúrbios articulatórios decorrentes de problemas neurológicos, como paralisias ou paresias (redução nos movimentos) dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, dentes, palato). O problema se acentua na pronúncia de consoantes, que exigem mais movimentos dos lábios ou da língua para serem pronunciadas.

MUDEZ: é a incapacidade de articular uma palavra sequer. São raras as situações em que as crianças absolutamente não falam. Isso só ocorre em casos extremos de bloqueios emocionais e traumas profundos. Por diversas razões, é normal que uma criança demore mais do que outra da mesma faixa etária para falar.

DISFLUÊNCIAS: popularmente conhecidas como gagueira. São paradas no discurso, repetições de vocábulos. No entanto, é bom ressaltar que, quando surgem na faixa etária entre os 2 e 4 anos, fazem parte do desenvolvimento da fala. "Por isso, devem ser ignoradas, com o objetivo de não chamar a atenção da criança para uma dificuldade que pode aparecer e desaparecer naturalmente", explica a fonoaudióloga Márcia Lifschitz Sies, da Unifesp.

DISTÚRBIOS DE VOZ: nesse caso, a articulação da criança é correta, mas o timbre e a qualidade vocal, ruins. A voz é rouca, grave, nasalada...

DISLEXIA: distúrbio de aprendizagem, evidente na época da alfabetização. É genético e hereditário. Alguns sintomas afloram na pré-escola e podem causar inúmeros constrangimentos. O disléxico tem dificuldades de identificar sons, sinais gráficos e letras, de ordenar as sílabas e de pronunciar palavras compridas e também costuma trocar o 'b' por 'd', o 'm' por 'n', o 's' por 'z', o 'p' por 'd'...

CONHEÇA AS RAZÕES 

Defeitos anatômicos (má formação congênita de um ou vá rios órgãos e estruturas envolvidos no processo da fala, como fissuras nos lábios ou palato, o crescimento atípico da mandíbula, a abertura insuficiente da boca). Dentes malposicionados. Segundo o odontopediatra Luiz Fernando Guimarães Motta, nas situações em que a criança fecha a boca e os dentes superiores e inferiores não se encaixam de maneira harmoniosa e fisiológica, por exemplo, pode haver a presença de espaço entre as arcadas e a interferência na fala. "O posicionamento correto dos dentes contribui para a perfeita emissão dos sons", explica o dentista.Língua presa, quando o freio lingual (aquela pele embaixo da língua) é mais curto do que o normal. Isso impede a articulação da língua e a pronúncia de certos sons. Maus hábitos orais e posturais. Usar chupetas e chupar o dedo, por exemplo, podem deixar os dentes malposicionados, interferindo na força muscular da boca e nos movimentos da fala. Doenças respiratórias que afetam as vias aéreas superiores, o que acaba alterando a qualidade da voz: ela fica muito nasal ou sem nasalização suficienteDeficiências auditivas, que devem ser diagnosticadas desde o nascimento, com a realização do Registro das Emissões Otoacústicas (EOAs), o "Teste da Orelhinha". É o método mais eficaz em recém-nascidos e deve ser feito até os seis meses, idade em que o sistema auditivo infantil ainda está em processo de amadurecimento. Entre 50% e 75% das deficiências auditivas são passíveis de serem diagnosticadas no berçário. Nessa fase é possível melhorar e até mesmo recuperar a audição em quase 100% dos casos. Inadequações na esfera emocional da criança, como o desejo de manter uma voz com características mais infantis.

Fonte: Revista Viva Saúde - Portal Unimed




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