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Blogagem coletiva - Analfabetismo

Não sou expert no assunto e nem tenho a pretensão de ser dono da verdade. Opinarei de forma simples. Temos diversas formas de analfabetos: o que nunca freqüentou uma escola e nao sabe ler e nem escrever; o funcional que defino como o alfabetizado analfabeto, já postei um artigo a respeito e também o analfabeto político que é aquele que não se interessa e nem se envolve politicamente pelas questões de seu país, de sua cidade ou de sua comunidade. Hoje, darei minha opinião, como disse inicialmente, de forma simples, antevendo uma solução de erradicar, senão de vez - pelo menos em grande parte, o analfabetismo no Brasil.

Iniciarei a postagem com uma frase que resume todo meu pensamento a respeito da erradicação do analfabetismo em nosso país:
“Se quisermos transformar o Brasil em um País de letrados, temos que começar pela infância.” Ottaviano de Fiore

Acredito que, se houvesse por parte de nossos governantes, das instituições e da sociedade de um modo geral, uma valorização, interesse e investimentos maiores pelas séries iniciais – em minha opinião, que é a base para se chegar à fase adulta já plenamente alfabetizada; penso que teríamos um índice bem inferior de analfabetismo. Hoje – segundo estima-se, temos apenas 25% de nossa população plenamente alfabetizada. Para um país de mais de 500 anos, estamos bem atrasados em termo de educação. Valorizar a infância – acreditando que cada pedacinho de gente é um pedacinho do futuro – seria um grande passo para sermos uma nação forte – feito de gente capaz. Não quero dizer aqui que não somos capazes. Somos sim, porém não em toda a plenitude.

Ser alfabetizado não significa somente saber ler e escrever. Ser alfabetizado significa ler e entender e, entender a si mesmo e os outros. Significa ter capacidade de questionar com fundamento e discernimento. Somente saber ler e escrever não nos dá autonomia e nem segurança quanto ao nosso entendimento das coisas de um modo geral. Claro, o assunto é amplo – não podemos nos esquecer que temos um imenso número de adultos analfabetos – e se colocassemos hoje, nesse momento uma política de valorização do letramento desde a infância – o resultado viria em longo prazo e teríamos ai – a marginalização dos que não tiveram oportunidade de freqüentar uma escola inicialmente. Então, acredito que se deva iniciar no primeiro momento nas duas pontas: no adulto sem instrução e na criança em início de escolarização. Levado a sério e a risca – chegará um momento que sobrará apenas às crianças para serem iniciadas no mundo das letras e ai sim poderíamos dizer orgulhosamente – somos um país de letrados. O assunto em questão é complexo, estrutural e exige vontade. Vontade de um povo querer fazer e acontecer; de um governo querer realizar. É difícil sim, diante do quadro que já se instalou, mas não impossível. Um país de pessoas alfabetizadas de verdade sempre será respeitado e admirado não somente pelo próprio povo, que será sem dúvida orgulhoso – mas será respeitado por todas as nações – e respeito é no mínimo o ingrediente inicial de uma convivência pacifica entre os seres, indiferente de ser alfabetizado, pois educação vem de berço – mas aí é um outro assunto – porém com o letramento – o respeito será mais evidente. È isso aí: cada pedacinho de gente, é um pedacinho do nosso futuro. A infância e as séries iniciais levada a sério é o caminho, acredito, para acabarmos com o analfabetismo e, para finalizar podemos incluir também o hábito, o gosto e o prazer pela leitura como forma de mantermo-nos constantemente atualizado e porque não - sempre alfabetizado.

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2 comentários :

Georgia disse...

William, é isso mesmo se queremos acabar com o analfabetismo temos que comecar desde a infância. E agora o que fazer com tantos acima de 15 anos que passaram pela infância e nao foram alfabetizados?

Como conseguir atingir esse grupo que cresce vertiginosamente?

Obrigada pela participacao.

valeu mesmo

Abracos Georgia

Wilian Mendes disse...

Se fosse colocada em prática minha opinião - teríamos claro o grupo dos não alfabetizados - aqueles que por um motivo ou outro - não tiveram a oportunidade de frequentar uma escola e se iniciar no mundo das letras. Acredito que uma campanha por parte do governo que nesse caso tem que ter uma participação efefiva e responsável, da mídia em geral juntamenta com a sociedade - convocar e mostrar para, diriamos assim, os excluido dos indices de plenamente alfabetizados - que eles não podem e nem devem ficar de fora da oportunidade de se alfabetizar. Acredito também que eles teriam a iniciativa de buscarem o aprendizado diante de um novo quadro que se instalaria - até mesmo por uma questão de preconceito - uma vez que eles não gostariam de serem tachados de analfabetos mediante as mudanças de pensamento sobre a educação no país e também das oportunidades que lhes forem dadas para que saiam de uma situação de analfabetos e ingressem para o maravilhoso mundo do saber ler.

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